Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Trovoada

Quase uma da manhã…
 
Agora, no abrigo do meu quarto, longe da chuva e do vento que se faz sentir lá fora…
 
É com pouca luz e com os clarões de uma enorme trovoada que escrevo este pequeno artigo.
 
Devo confessar-vos que apesar de não gostar do Inverno e das suas chuvas sempre acompanhadas daquelas rajadas de vento bem irritantes, adoro trovoadas. Têm qualquer coisa que me fascina! Acho que os relâmpagos provocam em mim uma descarga de adrenalina.
 
Há minutos atrás, uma aventura... Regresso a casa, no interior do automóvel, limpa pára-brisas no modo mais rápido, diga-se de passagem de pouco ou nada servia, já que do lado de fora a chuva caía como se estivesse por cima de nós um regador gigante a verter água cá com uma fona! Não se viam as curvas, as rotundas, os outros carros, sem contar com o facto de se ter de limpar constantemente o vidro que teimava em embaciar de dois em dois minutos… ou seja, tudo dependia do instinto de quem dirigia o bólide condutor.
 
O que vale é que o carro em questão é uma máquina de guerra, clássica, que ultrapassa todo o tipo de obstáculos, até duas ou três zonas de cheias!
 
AH! Esqueci-me de dizer que também tivemos sorte, afinal de contas as bermas do passeio parece que se desviaram uma ou duas vezes antes de lhes darmos uma espécie de palmadinha nas costas…
 
Lá fora, neste momento, está tudo um pouco mais calmo… uma chuva miudinha, por vezes batida a vento sem direcção certa, cai do céu escuro que contrasta com o clarão dos trovões… já mais distantes e mais espaçados no tempo.
 
Lembrei-me agora que talvez tenha como antepassado Thor, o todo o poderoso Deus do trovão. Talvez isso explique este meu fascínio por trovoadas.
 
Já agora, aproveito o facto de começar a dizer coisas sem sentido para revelar também que para desfrutar em pleno deste fenómeno, é obrigatório que haja quebra de energia e que não haja luz para aí durante um boa hora e meia. Nessa altura, vou buscar a lanterna, dirijo-me ao andar de baixo onde está a minha avó, coitadita meio assustada, à espera que lhe apareça uma alma penada a oferecer-lhe uma travessa de caracóis, aquele molusco gastrópode de concha em espiral, que por onde passa deixa um rasto de gosma ou como alguém lhe chama, osguinhas, que ela detesta.
 
Antes lhe trouxessem tremoços…
 
Infelizmente, ou não, a corrente de electrões não deixou de abastecer cá em casa, já que se isso tivesse acontecido, o mais certo era ter assassinado o disco do computador e já não estaria aqui a partilhar convosco estes meus pensamentos e aventuras!
publicado por Arroto Azul às 02:09
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2 comentários:
De Estagiário Farmacêutico a 18 de Outubro de 2006 às 04:41
Gostei!

(Se a luz se tivesse ido a baixo é que tinha sido assim um bocadito mau....)
De Arroto Azul a 18 de Outubro de 2006 às 12:15
Realmente, acho que foi mesmo sorte ontem não ter faltado a luz... já não era a primeira vez que acontecia!

Obrigado pela visita e comentário ao meu blog.

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